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CompliancePor Eliton Silva·09 de maio de 202610 min de leitura

Inventário de riscos do PGR: modelo completo com físicos, químicos, biológicos, ergonômicos, acidentais e psicossociais

O inventário de riscos é o coração do PGR. Veja o modelo completo com as 6 categorias de risco previstas na NR-1 — físicos, químicos, biológicos, ergonômicos, acidentais e psicossociais — exemplos por categoria e como gerar o documento sem planilha.

O que é o inventário de riscos do PGR

O inventário de riscos é o documento central do PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) — a peça que registra todos os perigos identificados na empresa, classifica cada um por severidade e probabilidade, e justifica as medidas de controle. Sem inventário, não existe PGR. E sem PGR atualizado, a empresa fica exposta na fiscalização da NR-1.

A NR-1, atualizada em 2024 e com vigência efetiva para riscos psicossociais a partir de 25/05/2026, define que o inventário deve cobrir seis categorias de risco:

1Físicos — ruído, calor, frio, vibração, pressões anormais, radiação ionizante e não ionizante
2Químicos — poeiras, fumos, névoas, neblinas, gases, vapores, substâncias químicas em geral
3Biológicos — bactérias, fungos, vírus, parasitas, bacilos
4Ergonômicos — postura inadequada, esforço físico, levantamento de peso, repetitividade, monotonia, ritmo excessivo
5Acidentais — máquinas sem proteção, ferramentas defeituosas, eletricidade, incêndio, queda, atropelamento
6Psicossociais — assédio, sobrecarga, falta de autonomia, baixo suporte, conflitos interpessoais, comunicação difícil, eventos traumáticos

A novidade da revisão 2024 é a inclusão obrigatória dos psicossociais. As outras cinco categorias já eram tratadas há décadas. Os psicossociais são o que está virando dor de cabeça para empresas e consultorias agora.

A estrutura mínima do inventário

O Manual de Interpretação do GRO/PGR publicado pela Secretaria de Inspeção do Trabalho lista as colunas que todo inventário de riscos deve conter:

| Campo | O que registrar |

|---|---|

| Estabelecimento / setor / departamento | Local onde o risco existe |

| Função / atividade | Cargo ou tarefa exposta |

| Categoria do risco | Físico, químico, biológico, ergonômico, acidental, psicossocial |

| Descrição do agente / fator | "Ruído contínuo de 90dB", "Sobrecarga de demanda" |

| Fonte geradora | Máquina, processo, organização do trabalho |

| Tempo / frequência de exposição | "8h/dia", "5 dias por semana" |

| Severidade (1-4) | Insignificante, leve, grave, catastrófico |

| Probabilidade (1-4) | Improvável, possível, provável, quase certo |

| Nível de risco (S × P) | Matriz de risco resultante |

| Medidas de controle existentes | EPIs, EPCs, controles administrativos |

| Medidas de controle propostas | O que falta implementar |

| Responsável | Quem executa cada medida |

| Prazo | Quando deve estar implementado |

| Status | Implementado / em andamento / pendente |

A planilha do PGR tradicional já tem essas colunas para os riscos físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e acidentais. O problema começa quando se tenta encaixar psicossociais no mesmo formato.

Por que a planilha tradicional não atende riscos psicossociais

Para um risco físico como "ruído", o agente é mensurável (dosimetria), a exposição é objetiva (tempo × intensidade), e a medida de controle é direta (EPC + EPI auditiva). Funciona em planilha.

Para um risco psicossocial como "sobrecarga de demanda", o cenário muda:

  • O agente não é mensurável por equipamento. Mede-se por percepção do colaborador via instrumento validado (COPSOQ, EET, ERI)
  • A exposição depende do contexto da função, da cultura da equipe, da liderança imediata
  • A medida de controle envolve mudança organizacional — ajuste de cargas, redesenho de processos, capacitação de gestores
  • O anonimato é exigência legal: o colaborador não pode ser identificável na resposta

Ou seja: o psicossocial exige uma metodologia de coleta diferente (questionário anônimo) e uma base de dados estatística (não cabe em célula de planilha). Quando o auditor pergunta "como você chegou nesse score de risco?", a resposta correta é "aplicamos o instrumento X com N respondentes anônimos, score Y na dimensão Z, classificação alto risco com base no ponto de corte da literatura". Isso não é exportável de Excel sem retrabalho.

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Modelo de inventário com exemplos por categoria

Veja exemplos reais para cada uma das seis categorias, com o nível de detalhe que o auditor espera:

### Físicos

| Setor | Função | Risco | Severidade | Probabilidade | Controle |

|---|---|---|---|---|---|

| Produção | Operador de máquina | Ruído contínuo 92dB (LAVG) | 3 | 4 | Protetor auricular tipo concha (CA 12345) + cabine acústica até 2027 |

| Almoxarifado | Auxiliar | Calor excessivo (IBUTG 28°C) | 2 | 3 | Pausas a cada 45min + ventilação forçada |

### Químicos

| Setor | Função | Risco | Severidade | Probabilidade | Controle |

|---|---|---|---|---|---|

| Pintura | Pintor | Vapor de solvente orgânico (xileno) | 3 | 3 | Cabine de pintura com exaustão + máscara facial PFF3 |

| Laboratório | Analista químico | Manuseio de ácido sulfúrico | 4 | 2 | EPI completo + chuveiro de emergência operacional |

### Biológicos

| Setor | Função | Risco | Severidade | Probabilidade | Controle |

|---|---|---|---|---|---|

| Centro cirúrgico | Enfermeiro | Exposição a sangue e fluidos | 4 | 3 | Barreira completa + descarte em recipiente perfurocortante + protocolo PEP |

| Limpeza hospitalar | Auxiliar | Contato com material contaminado | 3 | 3 | Luvas nitrílicas + treinamento + vacinação completa |

### Ergonômicos

| Setor | Função | Risco | Severidade | Probabilidade | Controle |

|---|---|---|---|---|---|

| Logística | Conferente | Levantamento manual >25kg | 3 | 4 | Empilhadeira + treinamento postural + rodízio de função |

| Administrativo | Analista | Postura sentada prolongada | 2 | 4 | Cadeira ergonômica + ginástica laboral 2x/semana |

### Acidentais

| Setor | Função | Risco | Severidade | Probabilidade | Controle |

|---|---|---|---|---|---|

| Manutenção | Eletricista | Eletrocussão em rede energizada | 4 | 2 | LOTO (lockout/tagout) + EPI dielétrico + permissão de trabalho |

| Construção | Pedreiro | Queda em altura >2m | 4 | 3 | Linha de vida + cinto trava-quedas + plataforma com guarda-corpo |

### Psicossociais

Aqui o formato precisa adaptar para refletir a metodologia de coleta:

| Setor | Função | Fator | Instrumento / Score | Classificação | Controle |

|---|---|---|---|---|---|

| Atendimento | Operador | Sobrecarga de demanda | COPSOQ — ritmo de trabalho 78/100 | Alto risco | Redistribuir tickets + revisar metas + capacitação de gestor (90 dias) |

| Vendas | Vendedor | Baixa autonomia | COPSOQ — autonomia 22/100 | Alto risco | Revisar processo de aprovação + delegar decisões até 5k (60 dias) |

| TI | Desenvolvedor | Falta de suporte do gestor | COPSOQ — suporte gestor 30/100 | Moderado | Reuniões 1:1 quinzenais + treinamento de liderança (180 dias) |

| Saúde | Técnico de enfermagem | Eventos violentos ou traumáticos | AEP módulo violência — não controlado | Alto risco | Botão de pânico + segurança 24h + protocolo pós-incidente |

Note que para psicossociais o agente é registrado como fator (não como medição física), o score vem de instrumento validado (com referência da literatura), a classificação é resultado do ponto de corte cientificamente estabelecido, e o controle é organizacional, não EPI/EPC.

Quem deve elaborar o inventário

A NR-1 exige que o inventário seja elaborado por profissional habilitado — engenheiro de segurança do trabalho, médico do trabalho, ou outro profissional do SST. Para os fatores psicossociais especificamente, a melhor combinação é engenheiro/técnico de segurança + psicólogo organizacional (especialista nos instrumentos validados).

Para empresas pequenas e médias, é comum a contratação de consultoria de SST. A consultoria entrega o documento pronto com base nos dados que coletou da empresa.

A responsabilidade jurídica pelo conteúdo é sempre do empregador — o profissional habilita tecnicamente, mas a empresa responde pelo programa.

Ciclo de revisão e atualização

O inventário não é estático. Deve ser revisado:

  • A cada 2 anos, no mínimo (ciclo do PGR)
  • Após acidentes ou agravos relacionados à saúde mental ou física
  • Após mudanças significativas no processo, máquina, organização do trabalho ou layout
  • Após inspeção ou notificação da fiscalização
  • Quando os indicadores monitorados mostrarem piora (absenteísmo, afastamentos, denúncias na ouvidoria)

Para riscos psicossociais especificamente, recomenda-se ciclo anual de avaliação, dado que mudanças organizacionais (nova liderança, reestruturação, fusão) podem alterar significativamente o cenário em poucos meses.

Como gerar o inventário sem planilha

A planilha tradicional do PGR ainda funciona para físicos, químicos, biológicos, ergonômicos e acidentais — desde que o profissional que a preenche tenha disciplina para mantê-la atualizada. O problema é que ninguém mantém. Planilhas viram fotografia desatualizada do dia em que foram preenchidas.

Para incluir psicossociais e ainda manter o conjunto vivo, faz mais sentido usar uma plataforma que:

  • Aplica os instrumentos validados (COPSOQ II-Br, EET, ERI, HSE-IT, PROART) com anonimato garantido por arquitetura
  • Calcula automaticamente os scores e classificações de risco com base nos pontos de corte da literatura
  • Combina dados quantitativos (questionário) com qualitativos (AEP — Avaliação Ergonômica Preliminar por departamento) para os fatores que não cabem em pesquisa (violência, eventos traumáticos, comunicação difícil, teletrabalho)
  • Gera o inventário em PDF com todas as colunas exigidas + referências científicas dos instrumentos
  • Mantém histórico de ciclos para comprovar a evolução ao auditor
  • Integra com o plano de ação: cada risco identificado vira tarefa com responsável, prazo, status

Esse é exatamente o ciclo que a Taochi automatiza. Da coleta da pesquisa à geração do PDF assinado digitalmente — tudo em uma plataforma que pessoas reais usam todos os dias, não uma planilha que ninguém mais abre depois do auditor ir embora.

Conclusão

Um bom inventário de riscos do PGR não é só um requisito formal — é a fotografia técnica da exposição da empresa ao risco ocupacional. Quando bem feito, ele orienta as decisões de investimento em prevenção, justifica medidas perante a fiscalização e protege a empresa juridicamente em caso de adoecimento.

A revisão da NR-1 trouxe os riscos psicossociais para esse mesmo nível de exigência. Empresas que tratam psicossociais como anexo da planilha vão repetir o erro de quem tratou ergonomia como anexo: documento incompleto, sem fundamento, vulnerável na fiscalização.

A maneira mais rápida de fazer certo é começar com instrumentos validados, metodologia documentada e uma plataforma que mantém o inventário vivo entre os ciclos.

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